pensei em te encontrAr
mesMo te ver
não dava pAra conter
preferi me controlaR.
Muitos já falaram sobre o assunto, um grande exemplo são os orientais com o tao, o equilibrio do certo e o errado, masculino e feminino, macho e femea, ying e yang.
Em nossa psique, temos um regulador, algo que diz como é e como será. Busca não desestabilizar nosso ego, para isso, conserva energias opostas. Freud já falou, em outros tempos, Jung tambem, de uma outra maneira, ambos conservam uma ideia de ambivalencia, o segundo ampliou mais esta ideia, trazendo elementos de outras culturas e assim mostrando que nao só vivemos, como Freud falou, de “ecos” da triangulação edipica, mas sim de algo proprio, projeçoes de nos mesmos nas pessoas com quem nos relacionamos.
O antagosnismo que aparece em nossas vidas, é claro, é um suporte a vida. Podemos evocar exemplos praticos, recaptulando as ideias freudianas, com nossos pais, quantas vezes nao os amaldiçoamos, e em momentos posteriores ja nao estavamos trocando carinhos?
Ok, exemplo fraco.
Pensemos então em indentificação, buscamos pessoas (só pra nao fugir muito do tema do blog, que “sem-querer-querendo” virou), que possuem algo parecido conosco, alguma, ou algumas caracteriscias que a priori sejam compativeis com as nossas, ou então justamente o oposto a nós – ou melhor o que achamos que é o oposto, quando não passa de uma leve incapacidade de ver-se -, quando oc0rre este encontro, podemos ter dois escapes, o amor, ou o ódio, e ainda assim o terceiro, a indiferença, – que não passa de um “ainda nao ter encontrado a identificação” -. Digamos que a priori, odiamos a pessoa, nao conseguimos olhar no rosto, muito menos suportamos a voz, não gostamos como a pessoa se porta, a maneira com que se veste,… ai paramos um segundo, e com aquele odio ainda fervilhando, algum tipo de sentimento outro começa a surgir, a admiração, que em momentos seguintes, pode se transformar no oposto do odio. O terceiro momento, é o mais engraçado, pois quando você vê, está praticamente igual a aquela pessoa, ou ainda, já era igual, mas nao conseguia reconhecer.
Criei uma situação simples, um sentimento só, quando na realidade temos vários simultaneos, que tomam um rumo. O interessante, é analisarmos como conseguimos amar e odiar uma pessoa, como conseguimos temer e admirar, quer dizer, o que se diz, que o mais anula o menos, é verdadeiro, desde que tenhamos o zero para nos equilibrar.
Mantenhemos nos no zero, mas para não perder a graça de viver sejamos, o mais e o menos tambem, quando necessário.
Foi compreensivel?
Óreon Souza.
De novo…
Não quero me cegar,
quero poder me ler,
te ver.
Por favor,
você que não está cega
me leia,
estou em braile,
e não são com os olhos que irá fazer.
Estou aprendendo
aos poucos vou percebendo
o que está me deixando.
Mesmo assim, me leia.
Fuja para o além que o além não te encontrará, se te encontrar, não me encontre mais, pois já ao além já terá ido para mim.
Óreon Souza.
